Terça
Fragilidade humana
Senhor, vós fostes o nosso refúgio de geração em geração.
Antes que os montes nascessem, ou que formásseis a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, vós sois Deus.
Fazeis o homem voltar ao pó e dizeis: "Voltai, filhos dos homens."
Pois mil anos aos vossos olhos são como o dia de ontem que passou, como uma vigília da noite.
Vós os arrebatais como por uma torrente, são como um sonho; de manhã são como a erva que brota,
de manhã floresce e cresce, de tarde murcha e seca.
Pois somos consumidos pela vossa ira e pelo vosso furor somos aterrados.
Pusestes as nossas culpas diante de vós, os nossos pecados ocultos à luz da vossa face.
Pois todos os nossos dias passam na vossa ira; consumimos os nossos anos como um suspiro.
Os dias dos nossos anos chegam a setenta, ou oitenta para os mais robustos; e a maior parte deles é trabalho e sofrimento, pois passam depressa, e nós voamos.
Quem conhece a força da vossa ira e, segundo o temor que vos é devido, o vosso furor?
Ensinai-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos um coração sábio.
Voltai, Senhor! Até quando? Tende compaixão dos vossos servos.
Saciai-nos de manhã com a vossa misericórdia, e exultaremos e nos alegraremos todos os nossos dias.
Alegrai-nos tantos dias quantos nos afligistes, tantos anos quantos vimos a desgraça.
Manifestai aos vossos servos a vossa obra e aos seus filhos a vossa glória.
Que a bondade do Senhor nosso Deus esteja sobre nós; confirmam para nós a obra das nossas mãos; sim, confirmai a obra das nossas mãos.