Sexta
Aflição I
Não escondais de mim o vosso rosto no dia da minha aflição! Inclinai para mim o vosso ouvido; quando eu vos invocar, atendei-me depressa!
Pois os meus dias se dissipam como fumaça, e os meus ossos ardem como brasas.
O meu coração está ferido e seco como a erva, pois me esqueço de comer o meu pão.
De tanto gemer, a minha pele adere aos meus ossos.
Pareço o pelicano do deserto, sou como a coruja das ruínas.
Estou sem dormir, sou como um pássaro solitário no telhado.
O dia inteiro me insultam os meus inimigos; os que me louvavam, agora me amaldiçoam.
Pois como cinza como se fosse pão e misturo o meu pranto com a minha bebida,
por causa da vossa indignação e da vossa ira, pois me levantastes e me arrojastes longe.
Os meus dias são como a sombra que se alonga, e eu ressequei como a erva.
Mas vós, Senhor, permaneceis para sempre, e a vossa memória de geração em geração.