Nona
Sl 35,10-17 · 5/6
Sl 35(34),10-17
O justo perseguido II
Ómnia ossa mea dicent: "Dómine, quis símilis tibi? Erípiens ínopem a fortióribus eius, egénum et páuperem a diripiéntibus eum."
Todos os meus ossos dirão: "Senhor, quem é semelhante a vós? Libertais o fraco do mais forte, o pobre e o miserável do que o explora."
Surgéntes testes iníqui, quæ ignorábam interrogábant me.
Levantam-se falsas testemunhas, interrogam-me sobre o que ignoro.
Retribuébant mihi mala pro bonis, orbitátem ánimæ meæ.
Retribuem-me o mal pelo bem: é a desolação para a minha alma.
Ego autem, cum ægrótarent illi, induébar cilício; humiliábam in ieiúnio ánimam meam, et orátio mea in sinu meo revertebátur.
Mas eu, quando estavam doentes, vestia-me de cilício, humilhava-me com o jejum, e minha oração voltava ao meu seio.
Quasi ad próximum, quasi ad fratrem nostrum sic ambulábam, quasi lugens et contristátus sic incurvábor.
Andava como se fosse meu amigo, meu irmão; curvava-me entristecido como quem chora a própria mãe.
Et in infirmitáte mea lætáti sunt et convenérunt; congregáti sunt super me et nesciébam; conscindébant et non cessábant.
Mas quando eu tropeço, eles se alegram e se reúnem; ajuntam-se contra mim e me golpeiam sem que eu saiba por quê; dilaceram-me sem parar.
Cum simulatóribus subsannántes cum subsannatióne frénderunt contra me déntibus suis.
Como ímpios zombadores num banquete, rangem os dentes contra mim.
Dómine, quámdiu vidébis? Réstrue ánimam meam a malefíciis eórum, a leónibus únicam meam.
Senhor, até quando ficareis olhando? Livrai a minha vida da fúria deles, das garras dos leões a minha vida!