Nona
Refúgio dos oprimidos
Exsúrge, Dómine Deus, exálta manum tuam; ne obliviscáris páuperum.
Levantai-vos, Senhor Deus, erguei a vossa mão; não esqueçais os pobres!
Propter quid contémnit ímpius Deum? Dicit enim in corde suo: "Non requíres."
Por que o ímpio despreza a Deus? Por que diz em seu coração: "Tu não pedirás contas"?
Vidísti, quóniam tu labórem et dolórem consíderas, ut tradas eos in manus tuas. Tibi derelíctus est pauper; órphano tu es adiútor.
Vós o vistes! Pois vós considerais a dor e o sofrimento; o pobre se entrega em vossas mãos; vós sois o socorro do órfão.
Cóntere brácchium peccatóris et malígni; quǽres iniquitátem eius et non invénies.
Quebrai o braço do ímpio e do malvado; pedi contas de sua impiedade e nada encontrareis.
Dóminus Rex in ætérnum et in sǽculum sǽculi; periérunt gentes de terra eius.
O Senhor é Rei para todo o sempre; as nações desaparecerão da sua terra.
Desidérium páuperum exaudísti, Dómine; firmásti cor eórum, inténdit auris tua,
Senhor, vós ouvis o desejo dos pobres; fortaleceis o seu coração, prestais atenção
ut iúdices pupíllo et humíli, ut non appónat ultra magnificáre se homo de terra.
para fazer justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem tirado da terra não mais aterrorize.