Nona
Sl 38,10-17 · 4/6
Sl 38(37),10-17
Oração do enfermo II
Dómine, ante te omne desidérium meum, et gémitus meus a te non est abscónditus.
Senhor, diante de vós está todo o meu desejo, e o meu gemido não vos é oculto.
Cor meum conturbátum est; derelíquit me virtus mea, et lumen oculórum meórum et ipsum non est mecum.
O meu coração palpita, as forças me abandonaram, e até a luz dos meus olhos já não está comigo.
Amíci mei et próximi mei e contra plagam meam stant, et qui iuxta me erant de longe stetérunt.
Os meus amigos e companheiros se afastam da minha chaga, e os meus parentes ficam à distância.
Et vim faciébant qui quærébant ánimam meam, et qui quærébant mala mihi locúti sunt vanitátes et dolos tota die meditabántur.
Os que atentam contra a minha vida armam ciladas, os que me querem mal falam de ruína e tramam traições o dia inteiro.
Ego autem tamquam surdus non audiébam et sicut mutus non apériens os suum.
Mas eu, como surdo, não ouço, e como mudo, não abro a boca.
Et factus sum sicut homo non áudiens et non habens in ore suo redargutiónes.
Sou como um homem que não ouve e não tem réplica na boca.
Quóniam in te, Dómine, sperávi; tu exáudies, Dómine Deus meus.
Pois em vós, Senhor, eu espero; vós me respondereis, Senhor meu Deus.
Quia dixi: "Ne quando supergáudeant mihi"; cum lábat pes meus, super me magna locúti sunt.
Pois eu disse: "Que não se alegrem à minha custa!"; quando o meu pé vacila, eles se engrandecem contra mim.