Ofício de Leituras
O justo perseguido II
Levantam-se falsas testemunhas, interrogam-me sobre o que ignoro.
Retribuem-me o mal pelo bem: é a desolação para a minha alma.
Mas eu, quando estavam doentes, vestia-me de cilício, humilhava-me com o jejum, e minha oração voltava ao meu seio.
Andava como se fosse meu amigo, meu irmão; curvava-me entristecido como quem chora a própria mãe.
Mas quando eu tropeço, eles se alegram e se reúnem; ajuntam-se contra mim e me golpeiam sem que eu saiba por quê; dilaceram-me sem parar.
Como ímpios zombadores num banquete, rangem os dentes contra mim.
Senhor, até quando ficareis olhando? Livrai a minha vida da fúria deles, das garras dos leões a minha vida!