Ofício de Leituras
Apelo à justiça
Psállite Dómino, qui hábitat in Sion; annuntiáte inter gentes mirabília eius,
Cantai ao Senhor que habita em Sião, anunciai entre os povos as suas façanhas,
quóniam requírens sánguinem recordátus est eórum; non est oblítus clamórem páuperum.
pois ele, o vingador do sangue, lembrou-se deles, não se esqueceu do grito dos pobres.
Miserére mei, Dómine; vide afflictiónem meam de iis, qui me odérunt, qui exáltas me de portis mortis,
Tende piedade de mim, Senhor, vede a minha aflição, vós que me tirais das portas da morte,
ut annúntiem omnes laudatiónes tuas in portis fíliæ Sion. Exsultábo in salutári tuo.
para que eu anuncie os vossos louvores nas portas da filha de Sião. Exultarei na vossa salvação!
Inmérsæ sunt gentes in intéritu, quem fecérunt; in reti, quod abscondérunt, comprehénsus est pes eórum.
As nações caíram na cova que fizeram, na rede que esconderam o seu pé ficou preso.
Cognóscitur Dóminus iudícium fáciens; in opéribus mánuum suárum laquéatus est peccátor.
O Senhor se fez conhecer, executou o julgamento; o ímpio ficou preso na obra de suas mãos.
Convertántur peccatóres in inférnum, omnes gentes, quæ obliviscúntur Deum.
Que os ímpios voltem para a morada dos mortos, todas as nações que se esquecem de Deus!
Quóniam non in finem oblivíscitur páuper; spes páuperum non períbit in ætérnum.
Pois o pobre não será esquecido para sempre, nem para sempre perecerá a esperança dos humildes.
Exsúrge, Dómine, non præváleat homo; iudicéntur gentes in conspéctu tuo.
Levantai-vos, Senhor, que o homem não prevaleça; sejam as nações julgadas na vossa presença.
Pone, Dómine, timórem eis; sciant gentes quóniam hómines sunt.
Infundi nelas o terror, Senhor; reconheçam as nações que não passam de mortais!