Ofício de Leituras
Deus me conhece I
Éripe me, Dómine, ab hómine malo; a viro violénto éripe me.
Livrai-me, Senhor, do homem mau; protegei-me do homem violento,
Qui cogitavérunt malítias in corde, tota die constituébant prǽlia.
daqueles que tramam o mal no coração e cada dia provocam guerras.
Acuérunt linguas suas sicut serpéntis; venénum áspidum sub lábiis eórum.
Aguçam a língua como a serpente; sob os seus lábios há veneno de víbora.
Custódi me, Dómine, de manu peccatóris; a viris violéntis éripe me, qui cogitavérunt supplantáre gressus meos.
Guardai-me, Senhor, das mãos do ímpio; protegei-me do homem violento, daqueles que tramam fazer-me tropeçar.
Abscondérunt supérbi láqueum mihi et funes; expandérunt rete secus iter, offendícula posuérunt mihi.
Os soberbos me armaram laços e cordas; estenderam uma rede à beira do caminho, puseram-me armadilhas.
Dixi Dómino: «Deus meus es tu; exáudi, Dómine, vocem deprecatiónis meæ».
Digo ao Senhor: «Vós sois o meu Deus; ouvi, Senhor, a voz da minha súplica!».
Dómine, Dómine, virtus salútis meæ, obumbrásti super caput meum in die belli.
Senhor, Senhor, força da minha salvação, vós cobristes a minha cabeça no dia do combate.
Ne tráddas, Dómine, desidéria peccatóri; cogitátum eius ne promóveas.
Não concedais, Senhor, os desejos do ímpio; não favoreçais os seus planos.
Caput circúitus eórum: labor labiórum ipsórum opériet eos.
Os que me cercam levantam a cabeça: que a maldade dos seus lábios os cubra!
Cadent super eos carbónes; in ignem deícies eos, in fóveas, de quibus non resúrgent.
Que caiam sobre eles brasas; que sejam lançados no fogo, em abismos de onde não se levantem!
Vir linguósus non dirigétur in terra; virum violéntum mala cápient in extérminium.
O homem de língua maldizente não subsistirá na terra; o mal perseguirá o homem violento até o destruir.
Cognóvi quia fáciet Dóminus iudícium ínopis et vindíctam páuperum.
Sei que o Senhor fará justiça ao oprimido e defenderá o direito dos pobres.