Laudes
Sl 42 · 3/11
Sl 42(41)
Saudade do templo
Ant.Sítivit ánima mea ad Deum vivum.A minha alma tem sede do Deus vivo.
Quemádmodum desíderat cervus ad fontes aquárum, ita desíderat ánima mea ad te, Deus.
Como a corça suspira pelas águas correntes, assim a minha alma suspira por vós, ó Deus.
Sitívit ánima mea ad Deum, Deum vivum: "Quando véniam et apparébo ante fáciem Dei?"
A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: "Quando irei e aparecerei diante da face de Deus?"
Fuérunt mihi lácrimæ meæ panis die ac nocte, dum dícitur mihi quotídie: "Ubi est Deus tuus?"
As minhas lágrimas são o meu pão dia e noite, enquanto me dizem sem cessar: "Onde está o teu Deus?"
Hæc recordátus sum et effúdi in me ánimam meam, quóniam transíbam in loco tabernáculi admirábilis usque ad domum Dei, in voce exsultatiónis et confessiónis, multitúdo festum celebrans.
Lembro-me, e a minha alma dentro de mim se derrama, pois eu caminhava para o lugar da tenda maravilhosa até a casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor de uma multidão em festa.
Quare tristis es, ánima mea, et quare contúrbas me? Spera in Deo, quóniam adhuc confitébor illi, salutáre vultus mei et Deus meus.
Por que estás abatida, minha alma, por que gemes dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, salvação da minha face e meu Deus.
Ad meípsum ánima mea conturbáta est; proptérea memor ero tui de terra Iordánis et Hermoním, de monte Misar.
A minha alma está abatida dentro de mim; por isso me lembro de vós, da terra do Jordão e do Hermon, do monte Misar.
Abýssus abýssum ínvocat in voce cataractárum tuárum; omnes gúrgites tui et fluctus tui super me transiérunt.
Um abismo chama outro abismo no fragor das vossas cascatas; todas as vossas ondas e vagas passaram sobre mim.
In die mandávit Dóminus misericórdiam suam, et nocte cánticum eius apud me, orátio Deo vitæ meæ.
De dia o Senhor me concede o seu amor, e de noite o seu cântico está comigo, uma prece ao Deus da minha vida.
Dicam Deo: "Susceptor meus es. Quare oblítus es mei, et quare contristátus incédo, dum afflígit me inimícus?"
Direi a Deus, minha rocha: "Por que me esquecestes? Por que ando triste, oprimido pelo inimigo?"
Dum confrínguntur ossa mea, exprobrávërunt mihi qui tríbulant me, dum dicunt mihi per síngulos dies: "Ubi est Deus tuus?"
Os meus ossos se despedaçam quando os meus opressores me insultam, dizendo-me sem cessar: "Onde está o teu Deus?"
Quare tristis es, ánima mea, et quare contúrbas me? Spera in Deo, quóniam adhuc confitébor illi, salutáre vultus mei et Deus meus.
Por que estás abatida, minha alma, por que gemes dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, salvação da minha face e meu Deus.
Repete-se a antífona.