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Sl 88 · 3/7
Sl 88(87)
Oração na angústia extrema
Ant.Não percais com os ímpios.
Senhor, Deus da minha salvação, de dia clamo e de noite estou diante de vós.
Chegue à vossa presença a minha oração; inclinai o ouvido ao meu clamor.
Porque a minha alma está farta de males, e a minha vida se aproxima do abismo.
Sou contado entre os que descem à cova; tornei-me como um homem sem forças,
abandonado entre os mortos, como os feridos que jazem no sepulcro, dos quais já não vos lembrais e que foram cortados da vossa mão.
Pusestes-me no fundo da cova, nas trevas, nas profundezas.
Sobre mim pesa a vossa ira, e com todas as vossas ondas me afligis.
Afastastes de mim os meus conhecidos; tornastes-me um horror para eles; estou encerrado e não posso sair.
Os meus olhos desfalecem de aflição. Clamo a vós, Senhor, todos os dias; estendo para vós as minhas mãos.
Acaso fareis maravilhas pelos mortos? Os defuntos se levantarão para vos louvar?
Será anunciada no sepulcro a vossa misericórdia e a vossa fidelidade na destruição?
Serão conhecidas nas trevas as vossas maravilhas e a vossa justiça na terra do esquecimento?
Mas eu, Senhor, clamo a vós; de manhã a minha oração se apresenta diante de vós.
Por que, Senhor, rejeitais a minha alma? Por que escondeis de mim a vossa face?
Pobre sou eu e sofredor desde a juventude; suportei os vossos terrores e estou exausto.
Sobre mim passaram as vossas iras, e os vossos terrores me aniquilaram.
Cercam-me como água o dia inteiro; envolvem-me todos ao mesmo tempo.
Afastastes de mim amigos e companheiros; os meus conhecidos são as trevas.
Repete-se a antífona.